Dois lados da moeda: Anhanguera esclarece, mas alunos protestam pelo curso
A reportagem do entrou em contato com a assessoria da Anhanguera, e em resposta, a universidade reafirma que a quantia de alunos matriculados está abaixo do número exigido no edital. Nesta quarta-feira (15) foi divulgada uma nota de esclarecimento pela universidade.
Segue a nota:
"A Anhanguera-Uniderp reitera que o número de alunos para a abertura de uma nova turma no primeiro ciclo de 2012 para o curso de Direito não atingiu o mínimo necessário, conforme edital do processo seletivo, item 9.30. Se assim, a instituição se reserva no direito de não oferecer os cursos e/ou habilitações e/ou turnos, nos casos em que não contar com pelo menos 60 vagas preenchidas por habilitação e turno.
A direção da unidade explicou a situação aos vestibulandos aprovados, oferecendo a opção de estudarem nas unidades de Campo Grande e de Rondonópolis, nos períodos matutino ou noturno, garantindo o valor da mensalidade aplicada em Rio Verde. A Universidade faz questão de reforçar que entende a posição dos aprovados e está disponível para auxiliar a vida acadêmica dos vestibulandos e informa também que manterá as aulas dos demais semestres, com a mesma qualidade conhecida por seus alunos, até que os mesmos terminem a graduação".
Dois lados
De um lado a universidade, que contesta a revolta dos acadêmicos alegando que o curso não será iniciado por não dispor da quantia de alunos exigida por eles, e oferece transferência do mesmo curso para outras cidades. Do outro lado, acadêmicos que, aprovados, vieram de outras cidades, deixaram empregos, e agora exigem o início do curso.
São dois lados de uma mesma moeda. A universidade é clara quanto ao edital e prova que o número de inscritos está muito abaixo do necessário para a realização do curso. Já na turma dos acadêmicos, os alunos alegam que o número é mais do que necessário.
Mochi demonstra apoio aos alunos de Rio Verde
Em meio à confusão envolvendo os interesses da universidade e dos acadêmicos, o deputado estadual Junior Mochi, por meio de requerimento apresentado na sessão da última quarta-feira (14), demonstrou apoio aos alunos e solicitou esclarecimentos à Universidade Anhanguera/Uniderp, a respeito do fechamento do Curso de Direito do Campus II localizado na cidade de Rio Verde do Mato Grosso/MS.
"Nesse Campus a instituição atende os municípios da região norte: São Gabriel do Oeste, Rio Verde, Coxim, Rio Negro, Pedro Gomes e Sonora que juntos representam 120 mil habitantes. Todos os municípios citados são Comarcas. Em Coxim estão localizados fóruns da Justiça Federal e do Trabalho, e em São Gabriel do Oeste uma Vara do Trabalho.
O Curso de Direito de Rio Verde dispõe de um Núcleo de Prática Jurídica que atende a comunidade local e recebe a Vara itinerante da Justiça do Trabalho que realiza audiências trabalhistas de Rio Verde, proporcionando prática real para os acadêmicos e mercado de trabalho para os operadores de direito oferecendo importante serviço para a comunidade urbana e rural.
Considerado de nível elevado com corpo docente de qualidade e estrutura pedagógica em constante evolução, o Curso tem obtido bons números na região desde o começo no ano de 2000, mantendo uma média de 325 alunos por turma, tornando-se referência como pólo educacional e irradiador do conhecimento em todo o norte do estado", foi o que a assessoria do deputado alegou, enfatizando que Mochi busca conhecer os reais motivos que levaram ao fechamento do curso, afim de verificar a possibilidade de reativação.
Protesto pelo não-fechamento do curso
Um dos acadêmicos do curso, Aristol Cotini, entrou em contato com o na manhã desta quinta-feira (16), informando que ainda hoje haverá um protesto na frente da universidade, onde todos alunos interessados no curso de Direito vão participar da movimentação com intuito de reverte esse quadro. Ainda segundo o acadêmico, buscando maior apoio e para ter destaque na imprensa, alguns meios de comunicação estarão presentes no local.
A reportagem do acompanha o caso e trará maiores informações a qualquer momento.
