Alcinópolis: Acusado de envolvimento na morte de vereador alega inocência

Publicado em 26/09/2012 às 14:03 - Correio do Estado - Em Policial

Irineu também afirma que réu é inocente
Irineu também afirma que réu é inocente (Valdenir Rezende / Correio do Estado)
Acusado de envolvimento na morte do presidente da Câmara de Alcinópolis, o réu Aparecido de Souza Fernandes, mais conhecido como “Cido”, alegou inocência na manhã desta quarta-feira (26), diante do conselho de sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, onde está sendo julgado. O vereador Carlos Antônio da Costa Carneiro foi assassinado em 26 de outubro de 2010 e o réu era o único acusado que ainda não havia sido submetido a júri.

Durante a sessão, Aparecido disse que foi contratado por Irineu Maciel, vulgo “Vaca Magra”, para levá-lo até o Hotel Vale Verde, região central da capital, onde este receberia um dinheiro. Ele contou ainda que ouviu os disparos de arma de fogo, mas não sabia o que estava acontecendo e não imaginou que Irineu pudesse estar envolvido.

Após os tiros ele acatou a determinação de Irineu para que os dois saíssem do local. A versão foi confirmada por Irineu, que prestou depoimento durante o julgamento e garantiu que Aparecido é inocente.

Já o prefeito de Alcinópolis, Alcino Carneiro, espera que os mandantes do crime que vitimou seu filho também sejam julgados.

O então prefeito da cidade, Manoel Nunes da Silva; o atual presidente da Câmara, Valter Roniz Dias de Souza; o suplente Valdeci Lima de Oliveira e o vereador Eliênio Almeida de Queiroz foram presos, mas já estão soltos e voltaram a ocupar seus respectivos cargos. Apenas Manoel ficou impedido pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) de voltar para a prefeitura

Caso

Conforme a denúncia, no dia 26, ao lado do Hotel Vale Verde, na região central de Campo Grande, Irineu matou a tiros o vereador Carlos Antônio. Aparecido também teve participação no crime porque transportou Irineu em uma motocicleta até o local dos fatos e o auxiliou na tentativa de fuga.

Os réus foram presos em flagrante, após perseguição de policiais civis. Irineu e Valdemir Valsan acusados, respectivamente, de serem o executor e o intermediador do assassinado, foram condenados a 19 e 18 anos de prisão.