Bandeirantes: Evento contra drogas é realizado na escola José de Anchieta

Publicado em 17/04/2013 às 10:56 - do Idest, com assessoria - Em Cidades

A Escola Municipal José de Anchieta, na região do Barreirão em Bandeirantes, recebeu nesta terça-feira (16), evento voltado para a dependência de drogas, como conhecer e tratar, contando com a presença de alunos e pais, que participaram de atividades coletivas e individuais de conscientização sobre os malefícios, consequências e perigo das drogas, sejam licitas ou ilícitas.

Segundo pesquisa feita na escola com alunos de 6º e 7º ano, cerca de 90% já consumiram bebida alcoólica, e grande parte oferecida por seus pais ou amigos, o tabaco teve menor incidência, mas apresenta índice preocupante de 35 alunos, quatro fumam e cinco mascam fumo.

Os palestrantes foram a secretária de Educação Ana Lina, a psicóloga Valéria Rohr, as visitantes Daniela e Rebecca da Fazenda Esperança e equipe da escola que vem trabalhando 0 tema com os alunos desde setembro de 2012.

A escola

Os secretários aproveitaram a visita para verificar os problemas estruturais, como rachaduras, que o prédio da escola possui, e se propuseram a organizar e possibilitar a instalação de internet para a sala de computadores, que se encontra desmontada.

"Percebemos a necessidade da construção da biblioteca, reativação da horta e a ativação emergencial da sala de multimídia, estive representando o prefeito Márcio no evento e ressaltamos o compromisso dessa administração com aquela escola rural e moradores da região", disse o secretário de Administração Édson Domingos.

Fazenda Esperança

Projeto da Igreja Católica que visa o acolhimento de pessoas usuárias de drogas que querem se recuperar.

"O desejo de recuperação tem que partir do usuário através de uma carta, depois ele passará por exames e então se juntará a família Fazenda da Esperança, lá aprende a rezar, ouvir e viver a palavra de Deus, além de ajudar nos afazeres da casa e aprenderem artesanato, bordados e outras atividades que gerem renda. Vivemos em harmonia com nossas diferenças, e o usuário pode ir embora quando quiser, não o prendemos, ele vive livre", relatou a palestrante Daniela que é de Sergipe e largou emprego de professora e família para se dedicar a esta obra.

Daniela explica sobre o processo utilizado, onde as pessoas devem ficar três meses sem receber visitas, é o processo de desintoxicação, após esse período a família pode, e deve participar ativamente. "Percebemos que os casos de sucesso de recuperação são aqueles nos quais a família apoia e cuida. Existem famílias que os abandonam, nesses casos a recuperação é mais difícil.

A palestrante explica sobre como o projeto se mantem, "O sustento da Fazenda vem da venda dos artesanatos, panos de prato, chinelos e outros trabalhos feitos pelas usuárias, a família ajuda vendendo os produtos. O usuário fica conosco um ano para se reabilitar e precisa aceitar de coração nossa metodologia de cura. Não usamos remédio e nem tratamentos a base de terapia, só carinho, acolhimento e atenção com uma base firme na palavra de Deus", finalizou Daniela.

O Projeto Fazenda da Esperança possui 89 fazendas pelo mundo, duas no Estado, uma em Rio Brilhante (masculina) e uma em Campo Grande (Feminina).